quinta-feira, 5 de março de 2009
Cortejo de Carnaval nas Escolas
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Carnaval 2008 - Quarto dia (05/02/2008) - Vencemos!!!!! E era guerra???

Subimos da 403 até a 203 tocando apreensivos. Chegando lá, fomos recebidos pelos oficiais da PM. Tocamos um pouco na Galeria Ventoinha de Canudo, e subimos a comercial pela calçada. Muitas pessoas começaram a se juntar ao bloco, e timidamente ocupavam o asfalto. Os oficiais pediram que não ficássemos na rua para não obstruir o trânsito. Ficamos no sinal de pedestres, tocando sem parar, e atravessando na faixa quando o sinal abria para os pedestres. As pessoas nos chamavam de "o bloco do semáforo". Foi praticamente um ato político. Os oficiais nos pararam, dizendo educadamente que estávamos colocando a vida dos muitos que nos acompanhavam em risco. Pedimos que fechassem a rua, em vão. Atendendo a eles, descemos novamente para a nossa galeria, onde tocamos até escurecer.
Nuvens carregadas iam preenchendo o céu, quando um grande grupo que vinha do pacotão apareceu descendo a rua. Diante de tanta gente, os policiais finalmente fecharam a rua. Aí, São Pedro, que devia estar farto de confusão no carnaval, mandou muita água em cima de nós. Ficamos ainda embaixo da marquise nos protegendo da chuva. Quando ela amainou, finalmente chegamos ao nosso objetivo inicial: a RUA!!!!!!
A partir daí, a paz alegre do carnaval, não a pacificação violenta da polícia, reinou.
Os policiais disseram a uma integrante do Ventoinha de Canudo:
- Parabéns, vocês venceram.
Ué, será que a gente veio para brigar?!?
Comemoramos nossa "vitória":
Fomos embora exaustos, acho que felizes. Eram 21:30. A polícia não precisou sequer pedir para sairmos antes das 22:00. Fomos tocando nossas flautas e percussões guerreiras pela 203 sul. Algumas pessoas nos saudavam das janelas dos prédios. Foi bonito.
Carnaval 2008 - Terceiro dia (04/02/2008) - O carnaval do BOPE

(Fonte: dftv.globo.com)Esse vídeo foi feito por um simpatizante do Ventoinha de Canudo:
Os comandos da PM e do BOPE afirmaram que reagiram às violentas agressões dos foliões, que jogavam pedras e garrafas, além de seqüestrarem um tenente. O BOPE teria ido apenas resgatá-lo. Além disso, afirmaram que duas viaturas foram depredadas. Interessante é que não foi divulgada sequer uma imagem que corrobore essa versão dos fatos. Na verdade, é a palavra deles contra as dezenas de imagens feitas pelas equipes de TV e jornais, e pelas câmeras fotográficas da população. As viaturas depredadas desapareceram imediatamente da rua, ninguém as viu nem fotografou.
Depois que nos reencontramos, fomos até o Bar do Piauí, na 403 Sul, tentar juntar os cacos da Ventoinha despedaçada. Ainda tivemos força para tocar meia-hora, de 21:20 até 21:50. Como estávamos cheios de adrenalina, tivemos a idéia imbecil de ir ao Gran Folia tentar tocar. Heroicamente, tocamos cerca de meia-hora, concorrendo com o som do palco. Concluímos, exaustos, que ali ocorre o monopólio do som, e blocos pequenos não têm a menor chance contra a potência sonora do maldito PA.
O Secretário de Cultura do DF deveria rever seus conceitos. Aquilo não é carnaval, é um palco. Só.
Carnaval 2008 - Segundo dia (03/02/2008)
Nosso estandarte ficou muito lindo, resultado do talento de nossa Diretora de Arte e do trabalho de nossas próprias mãos. Sem dúvida, um dos nossos grandes orgulhos.
FRENTE DO ESTANDARTE
Graças a Deus, a festa do carnaval não se limita às determinações oficiais. Nosso carnaval pode ser pequeno em termos de quantidade de pessoas, mas é infinitamente grande para todos nós que participamos dele.
Por volta das 21:30, fomos abordados por três oficiais da PM, juntamente com o administrador de Brasília, solicitando que parássemos de tocar. Argumentamos que pararíamos às 22:00 hs, como é nosso costume, mas nossos argumentos foram ignorados. Diante da evidente intimidação, e como a única forma de concordar com um tigre é aceitar que ele nos engula, interrompemos nossa festa cerca de 15 minutos antes do que desejávamos, sem que nossa satisfação fosse diminuída. Fomos embora com a estranha sensação de que, em Brasília, para aqueles homens que, naquele momento, eram representantes do Poder Público, fazer música em uma rua tradicional do carnaval, no carnaval, é séria contravenção. Ainda assim, sabíamos, e continuamos sabendo, que nós estávamos certos, e eles, errados (pelo menos segundo as leis brasileiras, se é que elas vigoram em Brasília).